A palavra “Ética”, tem por objectivo o juízo de apreciação entre o bem e o mal, o que é ético e o que não é.
Assim sendo os princípios éticos são como directrizes, pelas quais os homens regem o seu comportamento, tendo em vista uma moral dignificante. Os Princípios de Ética, são dificilmente separáveis dos Códigos de Deontologia.
Os Códigos Deontológicos são um conjunto de normas, ou regras a seguir e a executar, adoptados como princípios de um determinado grupo profissional. A Deontologia é a Ética encaixada ao exercício de uma profissão. Alguns destes códigos não são obrigatórios, sendo exclusivamente um instrumento consultivo.
Suponho que tanto a Ética como a Deontologia se baseiam na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Com uma sociedade cada vez mais materialista e menos solidária, penso que terão um valor importantíssimo, para além da sua função humana, apelativa, e reguladora.
Importância que só existirá se todos nós tivermos consciência dos valores humanos a respeitar, e procedermos com respeito rigor e transparência para com os outros.
Como já referi, não é contudo fácil separar as coisas, tal a abrangência de ambas, sendo muitos de nós cidadãos comuns, desconhecedores dessas regras e desses códigos de conduta, acabamos por ser muitas vezes vítimas delas, por parte de Instituições, Publicas ou Privadas assim como de funcionários menos profissionais.
Tanto como por ignorância, educação ou tradição, também as quebramos, tornando assim vítimas o nosso semelhante. Passando rapidamente de vitimas a vitimários.
Para além dos serviços Públicos, que são alvo da opinião e crítica pública, penso que poucas entidades profissionais, farão uso de um Código Deontológico, não sendo o mesmo obrigatório, mais difícil será respeitá-lo.
Usando um pouco a crítica, aqui fica o meu alerta, que não será individual, mas sim colectivo e Social.
Todos os dias assistimos, a uma falta de Ética e de boas maneiras por parte dos nossos governantes. Falta de respeito e de rigor nas decisões políticas, crimes e fraudes económicas e financeiras, sem que o, ou, os seus autores sofram as sanções adequadas.
Os políticos determinam convenções onde a infracção aos direitos adquiridos dos seus “ colegas” funcionários públicos é manifestamente aplicada, a nível de reformas, apoio na saúde, na progressão profissional e salarial, existido funcionários ganhando salários baixíssimos, por vezes já no fim da sua carreira.
A falta de solidez, respeito e ética, atropelando todos os dias os seus/nossos direitos, mas exigindo o cumprimento das obrigações.
Os particulares seguem-lhe os exemplos.
O pudor que têm em ” abrir os olhos”para com as famílias que estão a viver no patamar da miséria, por medidas implantadas, sem olhar a meios para atingir objectivos. Não olhando a Ética, Moral, Bons Costumes, nem a Código Deontológico.
E no Ministério da Saúde, nos Centros de Saúde Públicos, onde os mais idosos sofrem, muitos sem saber ler nem escrever e com parcos rendimentos, implorando consultas, sujeitos á benevolência de um funcionário ou ao mau humor de outro, assim como ao procedimento ou às exigências de um todo-poderoso, “Senhor Doutor” e quantos existem com tão pouca falta de ética e humanismo.
Será, que possuem Código Deontológico?
Será, que um dia muda,…?
Será, que um dia iremos ser respeitados,...?
Será, que,.....
Ricardina

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